Produtos Metálicos

Das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção no ano de 2024, 51 pertencem ao subsetor de produtos metálicos, o que significa que 10,2% das empresas deste estudo pertencem a este subsetor.

As maiores empresas consideradas neste relatório do subsetor de distribuição de produtos metálicos, venderam no seu conjunto um valor ligeiramente superior a 1 046 milhões de euros no ano de 2024, o que corresponde a um decréscimo de 1,04% face a 2023 que foi de 1 057 milhões de euros, sendo que este último ano representou um decréscimo de 16,11% face a 2022 (gráfico 31).

Esta diminuição do volume de negócios deste subsetor, deve-se apenas a correções de preço para baixo e não tanto à diminuição real do volume de negócios a preços de 2017, tal como tem sido evidenciado nas apresentações das projeções dos volumes de negócios que efetuamos duas vezes por ano.

 

Gráfico 31 – Volume de negócios global das maiores empresas de distribuição de produtos metálicos (milhares de euros)

 

Em média, cada uma destas empresas vendeu em 2024 cerca de 20,520 milhões de euros, sendo que em 2023 esse valor foi de 20,733 milhões de euros. Em 2022 essa média foi de 24,721 milhões de euros.

Como seria de esperar estas empresas apresentam um volume de negócios médio, superior à média apresentada pelas 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção.

Assim, tendo o volume de negócios médio deste subsetor diminuído em 2024, também os resultados operacionais e líquidos médios diminuíram (gráfico 32).

Como seria de esperar pela natureza da atividade exercida, este subsetor em termos médios apresenta capitais próprios mais elevados do que a média das 500 maiores empresas.

 

Gráfico 32 – Grandezas contabilísticas das maiores empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos

 

Em 2024, os resultados operacionais médios e por consequência os resultados líquidos médios evidenciarem um ligeiro decréscimo em relação ao ano de 2023 (692 195€ em 2023, contra 641 664€ em 2024 nos resultados operacionais médios e 554 133€ em 2023, contra 438 998€ em 2024 no que se refere aos resultados líquidos médios).

Em relação a 2021 o ano de 2022 apresentou reduções nas médias destes resultados. Assim, o ano de 2024 traduziu-se num ano positivo, devido a que a média de resultados é claramente positiva, mas atendendo à correção de preços é natural que no ano de 2024 ainda se tivesse sentido uma pressão sobre os preços de venda deste subsetor.

Como os resultados líquidos médios deste subsetor são claramente positivos, os capitais próprios médios de 2024 aumentaram em relação a 2023. Os capitais próprios terminaram o ano de 2024 com uma média de 9 935 362€.

 

Indicadores de estrutura ou endividamento

 

Como podemos verificar pelo gráfico 33, as empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos em termos médios reduziram a sua autonomia financeira e por consequência o seu grau de endividamento médio aumentou entre 2023 e 2024.

Para o ano de 2024, a autonomia financeira média situou-se na casa dos 65%, o que significa que estas empresas em termos médios, apresentam no seu conjunto uma excelente autonomia financeira, já que mais de 65% dos ativos médios são financiados por capitais próprios, o que significa que o risco médio de insolvência destas empresas é muito baixo.

Em 2024, a autonomia financeira média das empresas deste subsetor que integram o nosso estudo, é superior à autonomia financeira média das 500 maiores empresas em cerca de dois pontos percentuais.

Por consequência, o inverso ocorre no endividamento médio.

 

Gráfico 33 – Autonomia financeira e endividamento das maiores empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos

 

No gráfico 34, encontra-se evidenciada a estrutura de endividamento e a solvabilidade em termos médios das empresas de distribuição do subsetor de produtos metálicos entre 2022 e 2024.

Como podemos verificar no gráfico, no tocante à solvabilidade, nos anos de 2022 e 2024 manteve-se praticamente inalterada, terminando o ano de 2024 com uma média de 187,19.

Assim, em 2024 por cada 100 euros de pas­sivos, estas empresas na sua média dispunham de mais 187 euros de capitais próprios, o que representa uma excelente solvabilidade das empresas consideradas e um valor muito acima da solvabilidade média das 500 maiores empresas do setor.

 

Gráfico 34 – Solvabilidade e estrutura do endividamento das empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos

 

No que concerne à estrutura média do endividamento, entre 2023 e 2024, o valor aumentou cerca de cinco pontos percentuais, encerrando o ano de 2024 com uma média de 85,58%, ou seja, o endividamento a curto prazo em relação ao endividamento aumentou ligeiramente.

 

 

Gráfico 35 – Capacidade de endividamento a curto, médio e longo prazos e rácio Debt-to-Equity

 

A capacidade média de endividamento a curto prazo das maiores empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos, como podemos verificar no gráfico 35, entre 2022 e 2024 encontrava-se em ligeiro aumento de valor, o que significa que caso necessitem, estas empresas apesar de menor, ainda têm uma elevada capacidade de endividamento de curto prazo.

Por seu lado, na capacidade média de endividamento a médio e longo prazo, o seu valor aumentou de 0,91 em 2023, para 0,93 em 2024, o que significa que a dependência média face a terceiros permaneceu mais ou menos constante. Podemos também considerar que, estas empresas deste subsetor apresentam em termos médios uma boa capacida­de de financiamento a médio e longo prazo.

Por fim, em relação ao rácio médio Debt-to-Equity, o seu valor aumentou ligeiramente entre 2023 e 2024, o que significa que os passivos totais médios em relação aos capitais próprios médios diminuíram, mas ainda continuam num valor elevado.

O rácio médio Debt-to-Equity encerrou o ano de 2024 no valor de 0,53 (gráfico 35).

 

Indicadores de funcionamento e de liquidez

 

O indicador de liquidez “Liquidez geral” como podemos verificar no gráfico 36, encontra-se numa trajetória de decrescimento entre 2023 e 2024, mas podemos referir que os ativos correntes médios destas maiores empresas suplantam 2,57 vezes os passivos correntes médios, evidenciando que estas empresas de uma forma geral não deverão enfrentar problemas de tesouraria no curto prazo.

Por cada 100 euros de passivos de curto prazo, estas empresas em termos médios dispõem de 257 euros de ativos de curto prazo no ano de 2024.

 

Gráfico 36 – Rotação do ativo e liquidez geral das empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos

 

Já em relação à rotação dos ativos, podemos referir que em face da redução do volume de negócios o seu valor diminuiu em 2024.

Em 2024 por cada euro de ativos, as empresas deste subsetor em termos médios vendiam 1,35 euros, representando este resultado uma eficiência média superior deste subsetor em relação à média das 500 maiores empresas de distribuição de materiais de construção.

 

Gráfico 37 – Prazo médio de recebimentos e de pagamentos das empresas do subsetor distribuição de produtos metálicos

 

Verificamos através do gráfico 37 que, em média as maiores empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos pagam aos seus fornecedores antes de receberem dos clientes, com uma diferença em 2024 de 39 dias.

Verificamos também que, o prazo médio de recebimentos como o prazo médio de pagamentos aumentaram.

Em 2024, o prazo médio de recebimentos situou-se nos 68 dias e o de pagamentos em quase 30 dias.

 

Indicadores de rendibilidade

 

O gráfico 38 evidencia seis dos oito indicadores de rendibilidade considerados no nosso relatório. Verifica-se uma diminuição no valor de todos os indicadores de rentabilidade, principalmente no ano de 2023, fruto da diminuição dos resultados operacionais e líquidos médios.

A rentabilidade económica média terminou o ano de 2024 nos 4,21%, valor que é quase metade do que se verifica para a média das 500 maiores empresas.

No ano de 2024, cada euro de ativos destas empresas gerou uma rendibilidade económica um pouco superior a quatro cêntimos.

No caso da rendibilidade dos capitais próprios a taxa média atinge 4,42% em 2024 de acordo com a diminuição dos resultados médios.

De salientar que os gastos médios com o pessoal em relação aos volumes de negócios médios, atingiu em 2024 apenas 5,49%, o que representa um valor de quase metade em relação à média das 500 empresas maiores.

 

Gráfico 38 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos

 

No que concerne à margem bruta média das empresas de distribuição de produtos metálicos, como podemos verificar no gráfico 39, no ano 2023 assistimos a um decréscimo de quatro pontos percentuais face a 2022 e no ano de 2024 ocorreu um aumento superior a um ponto percentual, terminando o ano de 2024 em 13,15%.

 

Gráfico 39 – Margem bruta média das empresas de distribuição de produtos metálicos

 

Outros indicadores

 

Gráfico 40 – Indicadores de rendibilidade das empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos

 

Em face do volume de negócios médio ter diminuído entre 2023 e 2024 e o número de trabalhadores ter aumentado ligeiramente, o volume de negócios por trabalhador diminuiu cerca de seis mil euros.

No ano de 2024, o volume de negócios por trabalhador ascendeu a 529 082€ e o gasto médio por trabalhador foi de 29 027€ (gráfico 40).

 

2022 2023 2024
Número total de trabalhadores 1 932 1 972 1 978
Número médio de trabalhadores 38 39 39
Carga fiscal 15,13% 5,70% 16,86%

Tabela 4 – Valores para o subsetor de distribuição de produtos metálicos

 

Na tabela 4 verifica-se que as empresas do subsetor de distribuição de produtos metálicos, no seu conjunto estão praticamente a manter o seu número médio de trabalhadores, tendo no ano de 2024 ao seu serviço 1 978 trabalhadores (mais seis que em 2023), e o número médio de trabalhadores permaneceu em 39.

Por sua vez em relação à carga fiscal média, o seu valor aumentou consideravelmente entre 2023 e 2024.

 

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